top of page

ESPAÇO

COMUM DE

ORGANIZAÇÕES

O ECO se reúne regularmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre em nossa página do instagram para mais informações.

Caso tenha interesse em se aproximar do coletivo ou mesmo formar grupos de estudo a partir do nosso livro, entre em contato por aqui.

INVESTIGAR, COMPOR, CONTINUAR

Os capítulos do livro são disponibilizados serialmente

O material que apresentamos aqui é fruto de uma longa jornada coletiva: um esforço de elaborar, sistematizar e apresentar as ideias que surgiram a partir da experiência militante de muitas pessoas, grupos e situações dispersas pelo mundo ao longo da última década. No entanto, nosso principal objetivo não é fazer um balanço retrospectivo do que se passou, mas encontrar nas lições que extraímos desse percurso os meios para darmos novos passos à frente. É por isso que escolhemos nos endereçar primariamente a coletivos e movimentos políticos. Por um lado, pois queremos nos apresentar para outras organizações e militantes, na expectativa de criarmos novos vínculos políticos. Por outro, porque acreditamos que o essencial de nossa proposta só faz sentido, de fato, do ponto de vista dos problemas e desafios que os militantes enfrentam coletivamente. É um princípio que, após a leitura deste livro, esperamos que fique mais evidente: processos coletivos são melhor compreendidos e transformados também coletivamente. Essa forma de ver as coisas explica nossa decisão por publicar este livro inicialmente em nosso site. Temos interesse em fazer com que as ideias aqui apresentadas circulem entre coletivos e militantes políticos, que elas possam ser avaliadas, analisadas e debatidas em espaços internos, conosco ou em novas articulações políticas que sejam impulsionadas por essa discussão. Assim, queremos poder conversar sem que para isso a gente precise passar necessariamente por um “espaço de debate público” que pode acabar tornando nossas ideias — fruto de nossa prática — mais rígidas e inflexíveis do que de fato são. A elaboração teórica desenvolvida aqui não é, portanto, um fim em si mesmo. Essa forma de publicação também facilita o contato para grupos que querem aprofundar o engajamento em nossas práticas e ideias ao disponibilizar um canal de acesso direto para o ECO. Além disso, como comentaremos mais adiante, o nosso site foi construído para ajudar a mediar essa relação entre os interessados. A apresentação das ideias foi pensada a partir dessa premissa. Por exemplo, optamos por dividir o material em seções relativamente curtas – mesmo nos capítulos mais extensos – para facilitar a organização do estudo para grupos de leitura. Preferimos também evitar o sistema de notas de rodapé ou de referências bibliográficas tradicionais, pois queremos que a validade do argumento seja julgada pela utilidade que tem para militantes, coletivos e movimentos diferentes, e não por critérios de autoridade ou autoria. Escolhemos também adicionar, como capítulo final, uma apresentação e discussão da nossa própria organização, o Espaço Comum de Organizações, ou ECO. Não só porque um dos nossos objetivos deste livro, como dissemos, é servir de “cartão de visita” do trabalho que estamos realizando e da nossa maneira de pensar, mas também porque conhecer um pouco do contexto político de onde esse trabalho surgiu pode ajudar a avaliar seus méritos e limitações. Como os leitores perceberão rapidamente, apesar de se tratar de um livro voltado para militantes e que tenta, na medida do possível, construir passo a passo as ideias apresentadas, é também um livro bastante denso – e por vezes muito abstrato. Escrevemos um capítulo inteiro, o quinto, para justificar por que acreditamos que uma teoria comunista, justamente por conta de seu compromisso com investigar concretamente a forma e especificidade de cada luta, precisa por vezes manter uma distância incomum das descrições pormenorizadas e da clássica pergunta “o que fazer?”. Mas o efeito colateral dessa opção é que o argumento muitas vezes carece de exemplos e análises concretas. É em razão dessas dificuldades que decidimos que não bastava simplesmente lançar o nosso livro em um site e fazê-lo circular entre militantes. Como dito acima, o nosso interesse não é que ele seja balanço ou um ponto final, mas sim que sirva como ocasião para a construção de dispositivos similares ao ECO, para a integração de práticas que sejam julgadas como interessantes em coletivos já existentes ou para o estímulo de novas articulações políticas. A ideia central deste material é que o conteúdo de uma prática comunista, sua matéria, é a própria multiplicidade de formas de organização e de luta, e não é possível trazer à tona essa dimensão sem confrontar uma posição política particular com outras. É quase certo que a leitura isolada do livro – ou mesmo a discussão coletiva em um contexto de total fechamento ideológico – acabe por não aproveitar o que há de importante ou relevante nas ideias que apresentamos, pois é muito fácil confundir a proposta deste trabalho com a introdução de mais uma teoria que busca julgar quais lutas e estratégias estão corretas e quais não são legítimas. É apenas contra o pano de fundo de uma série de experiências políticas diferentes – e da necessidade de, ao mesmo tempo, levar todas à sério e se comprometer com apenas uma delas – que os contornos desta proposta se esclarecem de fato. O próprio processo de releitura e revisão coletiva desta publicação demonstrou o quanto a troca entre os membros do coletivo acabam por deixar em evidência essa necessidade de levar a sério essa pluralidade de experiências políticas. O livro, portanto, é pensado para ser lido coletivamente. Inclusive, mesmo que não haja um grupo formado de antemão, entendemos que esse material pode servir de oportunidade para reunir um grupo de interessados em suas questões, podendo servir como ponto de partida para o engajamento com a prática que propomos aqui. Para conseguir dar conta dessas questões, decidimos que junto a essa publicação, apresentaremos dois recursos que permitem um engajamento mais profundo com o texto: (1) um site que hospedará o livro e material de apoio e (2) um fórum para troca entre leitores interessados em se aprofundar no texto e militantes do ECO. O livro em si é dividido em quatro grandes blocos e essas partes serão disponibilizadas de maneira serializada conforme finalizamos as revisões finais. A primeira parte é dedicada a uma análise das transformações do capitalismo contemporâneo do ponto de vista dos desafios que essas mudanças históricas colocam para os comunistas. A pergunta que guia toda essa seção é: o que precisaria ser a prática comunista se não pudéssemos contar com qualquer tendência interna ao capital que facilitasse a convergência entre diferentes frentes de luta? O segundo bloco se dedica a abordar essa questão do ponto de vista teórico, introduzindo algumas ideias que poderiam nos auxiliar a enfrentar esse novo contexto histórico. Aqui, a pergunta central é diferente: será que é possível elaborar uma teoria da prática comunista que nos dê ferramentas úteis para investigar concretamente as lutas contemporâneas, em busca de pontos de articulação e composição, mas sem supor que já sabemos como se organizam de antemão? Uma vez introduzida essa nova teoria da organização política, a terceira seção se dedica a construir ferramentas para acompanharmos as lutas políticas contemporâneas em sua diversidade de formas e estratégias. A questão que nos guia aqui é: de que maneira se diversificam as lutas que atuam dentro do contexto de periferização – e como essa diversidade nos permite reconstruir os conceitos-chave da organização, do conflito e da transformação política? Finalmente, a quarta e última seção é voltada para a prática comunista, dando foco especial ao papel da investigação coletiva no cultivo de um solo comum, partilhado por diferentes lutas, capaz de servir de base para a construção de um movimento revolucionário maior. Nessa última parte, somos guiados por um outro questionamento: como descrever a prática da investigação e seu papel na construção comunista sabendo que o material, os métodos e objetivos imediatos de cada investigação precisam partir de dentro dos contextos políticos em que se inserem? O capítulo final conclui essa última seção com uma descrição da nossa organização e do percurso que fizemos até aqui. Além do livro, esse site contará com bibliografias, exercícios para serem utilizados nas leituras coletivas, comentários e notas de auxílio, relatos de experiência dos leitores. Nossa expectativa é que o processo de circulação deste trabalho acabe ajudando a construir um material auxiliar que ajude e facilite sua compreensão. Como falamos, este texto é pensado para leituras coletivas. Recomendamos que pelo menos uma pessoa de cada grupo de estudo faça o percurso completo antes do processo coletivo se iniciar, para ajudar os demais a diferenciar as questões que não conseguimos tratar neste livro das perguntas que encontram respostas em outros capítulos mais avançados. Como sabemos que nesse processo de engajamento com o material (seja total, parcial, em momentos preparatórios individuais ou durante encontros em grupo) podem surgir questões, como um segundo recurso, o ECO também fez um fórum de discussão para ajudar aqueles que estiverem interessados em ter um engajamento mais profundo com o texto. Esse fórum é organizado pelo “braço de pesquisa” do ECO. Trata-se do espaço em que temos buscado trabalhar e desenvolver as pesquisas teóricas relacionadas às nossas investigações. A partir do site é possível entrar no “canal de integração”, em que teremos camaradas do ECO disponíveis para tirar dúvidas, conversar sobre os processos de leitura, sobre determinadas dificuldades que possam vir a surgir e ajudar com questões que surjam no processo de organizar um trabalho coletivo em torno do livro . Dessa forma, esse fórum não servirá apenas para aprofundamentos conceituais, ou para esclarecer questões exegéticas e conceituais. O objetivo é oferecer um apoio para quem estiver interessado em construir um grupo em torno do Investigar, compor, continuar. Hoje em dia, a maior parte dos livros de teoria política se colocam fora dos processos políticos que discutem. Seja por imaginar que as teorias e ideias que apresentam irão motivar as lutas futuras, seja por se oferecer para explicar as razões por trás dos fracassos de lutas que ficaram para trás, seja ainda porque é mais fácil apoiar e celebrar as lutas que acontecem longe de nós. Mas este livro não se encaixa em nenhuma dessas categorias – e quem esperar um direcionamento político, uma explicação da conjuntura ou o elogio de um modelo de luta particular certamente vai se frustrar. Os acertos e erros deste trabalho devem ser avaliados levando em conta que se trata de um livro que se posiciona dentro de um processo ainda em curso. Queremos nos inserir em uma conjuntura ainda sem desfecho, apostando que precisamos de maneiras melhores de pensar o que se passa em nossas organizações. Queremos facilitar a disseminação de práticas de articulação entre organizações – seja através da articulação direta com o Espaço Comum de Organizações, da criação de novos experimentos similares ou de uma nova sensibilidade política dentro de diferentes frentes de luta existentes. E queremos, por fim, encadear as lições de experiências políticas anteriores a um novo destino coletivo, pois são apenas os novos processos políticos que efetivamente acertam as contas com a história pregressa das lutas. Daí os três imperativos que nos norteiam aqui: investigar, compor, continuar. É por conta desse esforço de encontrar um lugar para essa publicação em uma história ainda em aberto que nos dirigimos aqui não aos leitores em geral, mas aos nossos camaradas – mesmo que esses ainda não saibam quem são.

PARTE UM

PARTE DOIS

5. Uma teoria para a prática comunista

6. O ponto de vista da organização

7. As lógicas da organização social

8. Organização concreta e dominância social

9. O trabalhador e a periferização

PARTE TRÊS

10. Organização política

11. Luta política

12. Transformação política

PARTE QUATRO

13. A construção comunista

14. As dimensões da prática comunista

15. A investigação comunista

16. Espaço Comum de Organizações

CONTINUAR

INVESTIGAR, COMPOR, CONTINUAR

Os capítulos do livro são disponibilizados serialmente

O material que apresentamos aqui é fruto de uma longa jornada coletiva: um esforço de elaborar, sistematizar e apresentar as ideias que surgiram a partir da experiência militante de muitas pessoas, grupos e situações dispersas pelo mundo ao longo da última década. No entanto, nosso principal objetivo não é fazer um balanço retrospectivo do que se passou, mas encontrar nas lições que extraímos desse percurso os meios para darmos novos passos à frente. É por isso que escolhemos nos endereçar primariamente a coletivos e movimentos políticos. Por um lado, pois queremos nos apresentar para outras organizações e militantes, na expectativa de criarmos novos vínculos políticos. Por outro, porque acreditamos que o essencial de nossa proposta só faz sentido, de fato, do ponto de vista dos problemas e desafios que os militantes enfrentam coletivamente. É um princípio que, após a leitura deste livro, esperamos que fique mais evidente: processos coletivos são melhor compreendidos e transformados também coletivamente. Essa forma de ver as coisas explica nossa decisão por publicar este livro inicialmente em nosso site. Temos interesse em fazer com que as ideias aqui apresentadas circulem entre coletivos e militantes políticos, que elas possam ser avaliadas, analisadas e debatidas em espaços internos, conosco ou em novas articulações políticas que sejam impulsionadas por essa discussão. Assim, queremos poder conversar sem que para isso a gente precise passar necessariamente por um “espaço de debate público” que pode acabar tornando nossas ideias — fruto de nossa prática — mais rígidas e inflexíveis do que de fato são. A elaboração teórica desenvolvida aqui não é, portanto, um fim em si mesmo. Essa forma de publicação também facilita o contato para grupos que querem aprofundar o engajamento em nossas práticas e ideias ao disponibilizar um canal de acesso direto para o ECO. Além disso, como comentaremos mais adiante, o nosso site foi construído para ajudar a mediar essa relação entre os interessados. A apresentação das ideias foi pensada a partir dessa premissa. Por exemplo, optamos por dividir o material em seções relativamente curtas – mesmo nos capítulos mais extensos – para facilitar a organização do estudo para grupos de leitura. Preferimos também evitar o sistema de notas de rodapé ou de referências bibliográficas tradicionais, pois queremos que a validade do argumento seja julgada pela utilidade que tem para militantes, coletivos e movimentos diferentes, e não por critérios de autoridade ou autoria. Escolhemos também adicionar, como capítulo final, uma apresentação e discussão da nossa própria organização, o Espaço Comum de Organizações, ou ECO. Não só porque um dos nossos objetivos deste livro, como dissemos, é servir de “cartão de visita” do trabalho que estamos realizando e da nossa maneira de pensar, mas também porque conhecer um pouco do contexto político de onde esse trabalho surgiu pode ajudar a avaliar seus méritos e limitações. Como os leitores perceberão rapidamente, apesar de se tratar de um livro voltado para militantes e que tenta, na medida do possível, construir passo a passo as ideias apresentadas, é também um livro bastante denso – e por vezes muito abstrato. Escrevemos um capítulo inteiro, o quinto, para justificar por que acreditamos que uma teoria comunista, justamente por conta de seu compromisso com investigar concretamente a forma e especificidade de cada luta, precisa por vezes manter uma distância incomum das descrições pormenorizadas e da clássica pergunta “o que fazer?”. Mas o efeito colateral dessa opção é que o argumento muitas vezes carece de exemplos e análises concretas. É em razão dessas dificuldades que decidimos que não bastava simplesmente lançar o nosso livro em um site e fazê-lo circular entre militantes. Como dito acima, o nosso interesse não é que ele seja balanço ou um ponto final, mas sim que sirva como ocasião para a construção de dispositivos similares ao ECO, para a integração de práticas que sejam julgadas como interessantes em coletivos já existentes ou para o estímulo de novas articulações políticas. A ideia central deste material é que o conteúdo de uma prática comunista, sua matéria, é a própria multiplicidade de formas de organização e de luta, e não é possível trazer à tona essa dimensão sem confrontar uma posição política particular com outras. É quase certo que a leitura isolada do livro – ou mesmo a discussão coletiva em um contexto de total fechamento ideológico – acabe por não aproveitar o que há de importante ou relevante nas ideias que apresentamos, pois é muito fácil confundir a proposta deste trabalho com a introdução de mais uma teoria que busca julgar quais lutas e estratégias estão corretas e quais não são legítimas. É apenas contra o pano de fundo de uma série de experiências políticas diferentes – e da necessidade de, ao mesmo tempo, levar todas à sério e se comprometer com apenas uma delas – que os contornos desta proposta se esclarecem de fato. O próprio processo de releitura e revisão coletiva desta publicação demonstrou o quanto a troca entre os membros do coletivo acabam por deixar em evidência essa necessidade de levar a sério essa pluralidade de experiências políticas. O livro, portanto, é pensado para ser lido coletivamente. Inclusive, mesmo que não haja um grupo formado de antemão, entendemos que esse material pode servir de oportunidade para reunir um grupo de interessados em suas questões, podendo servir como ponto de partida para o engajamento com a prática que propomos aqui. Para conseguir dar conta dessas questões, decidimos que junto a essa publicação, apresentaremos dois recursos que permitem um engajamento mais profundo com o texto: (1) um site que hospedará o livro e material de apoio e (2) um fórum para troca entre leitores interessados em se aprofundar no texto e militantes do ECO. O livro em si é dividido em quatro grandes blocos e essas partes serão disponibilizadas de maneira serializada conforme finalizamos as revisões finais. A primeira parte é dedicada a uma análise das transformações do capitalismo contemporâneo do ponto de vista dos desafios que essas mudanças históricas colocam para os comunistas. A pergunta que guia toda essa seção é: o que precisaria ser a prática comunista se não pudéssemos contar com qualquer tendência interna ao capital que facilitasse a convergência entre diferentes frentes de luta? O segundo bloco se dedica a abordar essa questão do ponto de vista teórico, introduzindo algumas ideias que poderiam nos auxiliar a enfrentar esse novo contexto histórico. Aqui, a pergunta central é diferente: será que é possível elaborar uma teoria da prática comunista que nos dê ferramentas úteis para investigar concretamente as lutas contemporâneas, em busca de pontos de articulação e composição, mas sem supor que já sabemos como se organizam de antemão? Uma vez introduzida essa nova teoria da organização política, a terceira seção se dedica a construir ferramentas para acompanharmos as lutas políticas contemporâneas em sua diversidade de formas e estratégias. A questão que nos guia aqui é: de que maneira se diversificam as lutas que atuam dentro do contexto de periferização – e como essa diversidade nos permite reconstruir os conceitos-chave da organização, do conflito e da transformação política? Finalmente, a quarta e última seção é voltada para a prática comunista, dando foco especial ao papel da investigação coletiva no cultivo de um solo comum, partilhado por diferentes lutas, capaz de servir de base para a construção de um movimento revolucionário maior. Nessa última parte, somos guiados por um outro questionamento: como descrever a prática da investigação e seu papel na construção comunista sabendo que o material, os métodos e objetivos imediatos de cada investigação precisam partir de dentro dos contextos políticos em que se inserem? O capítulo final conclui essa última seção com uma descrição da nossa organização e do percurso que fizemos até aqui. Além do livro, esse site contará com bibliografias, exercícios para serem utilizados nas leituras coletivas, comentários e notas de auxílio, relatos de experiência dos leitores. Nossa expectativa é que o processo de circulação deste trabalho acabe ajudando a construir um material auxiliar que ajude e facilite sua compreensão. Como falamos, este texto é pensado para leituras coletivas. Recomendamos que pelo menos uma pessoa de cada grupo de estudo faça o percurso completo antes do processo coletivo se iniciar, para ajudar os demais a diferenciar as questões que não conseguimos tratar neste livro das perguntas que encontram respostas em outros capítulos mais avançados. Como sabemos que nesse processo de engajamento com o material (seja total, parcial, em momentos preparatórios individuais ou durante encontros em grupo) podem surgir questões, como um segundo recurso, o ECO também fez um fórum de discussão para ajudar aqueles que estiverem interessados em ter um engajamento mais profundo com o texto. Esse fórum é organizado pelo “braço de pesquisa” do ECO. Trata-se do espaço em que temos buscado trabalhar e desenvolver as pesquisas teóricas relacionadas às nossas investigações. A partir do site é possível entrar no “canal de integração”, em que teremos camaradas do ECO disponíveis para tirar dúvidas, conversar sobre os processos de leitura, sobre determinadas dificuldades que possam vir a surgir e ajudar com questões que surjam no processo de organizar um trabalho coletivo em torno do livro . Dessa forma, esse fórum não servirá apenas para aprofundamentos conceituais, ou para esclarecer questões exegéticas e conceituais. O objetivo é oferecer um apoio para quem estiver interessado em construir um grupo em torno do Investigar, compor, continuar. Hoje em dia, a maior parte dos livros de teoria política se colocam fora dos processos políticos que discutem. Seja por imaginar que as teorias e ideias que apresentam irão motivar as lutas futuras, seja por se oferecer para explicar as razões por trás dos fracassos de lutas que ficaram para trás, seja ainda porque é mais fácil apoiar e celebrar as lutas que acontecem longe de nós. Mas este livro não se encaixa em nenhuma dessas categorias – e quem esperar um direcionamento político, uma explicação da conjuntura ou o elogio de um modelo de luta particular certamente vai se frustrar. Os acertos e erros deste trabalho devem ser avaliados levando em conta que se trata de um livro que se posiciona dentro de um processo ainda em curso. Queremos nos inserir em uma conjuntura ainda sem desfecho, apostando que precisamos de maneiras melhores de pensar o que se passa em nossas organizações. Queremos facilitar a disseminação de práticas de articulação entre organizações – seja através da articulação direta com o Espaço Comum de Organizações, da criação de novos experimentos similares ou de uma nova sensibilidade política dentro de diferentes frentes de luta existentes. E queremos, por fim, encadear as lições de experiências políticas anteriores a um novo destino coletivo, pois são apenas os novos processos políticos que efetivamente acertam as contas com a história pregressa das lutas. Daí os três imperativos que nos norteiam aqui: investigar, compor, continuar. É por conta desse esforço de encontrar um lugar para essa publicação em uma história ainda em aberto que nos dirigimos aqui não aos leitores em geral, mas aos nossos camaradas – mesmo que esses ainda não saibam quem são.

PARTE UM

PARTE DOIS

5. Uma teoria para a prática comunista

6. O ponto de vista da organização

7. As lógicas da organização social

8. Organização concreta e dominância social

9. O trabalhador e a periferização

PARTE TRÊS

10. Organização política

11. Luta política

12. Transformação política

PARTE QUATRO

13. A construção comunista

14. As dimensões da prática comunista

15. A investigação comunista

16. Espaço Comum de Organizações

CONTINUAR

bottom of page